terça-feira, 27 de agosto de 2013

A tragédia do Cine Oberdan


Uma das tragédias mais marcantes de São Paulo, SP que ocorreu no Brás foi o trágico incidente do Cine Oberdan. Leia até o final e ficará surpreso como milhares de vidas foram perdidas por causa de um alarme falso em um momento onde o cavalheirismo deixou de existir.

Atenção! Artigo não recomendado para crianças ou pessoas sensíveis. Contém imagens de crianças mortas que poderão ser fortes. Obrigado.


Em 1927 foi inaugurado o Cine Oberdan, um prédio projetado para ser majestoso e magnífico, localizado na rua Firmino Whitaker no bairro do Brás. Elegante e imponente, Oberdan era um empreendimento daSociedade Italiana Leale Oberdan, que fora posteriormente vendido para a Empresa Teatral Paulista. Foi um cinema que definitivamente impressionava pelo luxo em suas escadarias, na sala de exibição, no hall e principalmente em sua fachada. Era magnífico aos olhos, principalmente pelo teto decorado com azulejos portugueses, estátuas decorando o hall e sem esquecer da cúpula que era muito semelhante majestoso Teatro Municipal. O nome é uma homenagem ao anarquista italiano Guglielmo Oberdan, cujo busto ainda é encontrado na fachada lateral do antigo cinema.

O Cine Teatro Oberdan em 1940
Rosto de Gugliemo Oberdan, na fachada do cinema 

O que não poderia se imaginar é que 11 anos depois de sua inauguração a sala seria palco da maior tragédia infantil de São Paulo, e também seria palco das mudanças das regulamentações das salas de cinema de São Paulo.

A matinê do dia 10 de abril de 1938 não estava exibindo um filme de terror, porém as cenas que foram vistas naquela tarde com certeza serviriam como roteiro para filmes típicos de catástrofes. A maior parte da sessão era criança e na tela era exibido o filme "Criminosos do Ar". Estava tudo ocorrendo muito bem e o filme estava quase no final, quando uma cena mostra dois aviões chocando-se no ar. Foi neste momento que se deu início à tragédia, alguém da platéia gritou "Fogo!", provavelmente em alusão ao filme, eis que se iniciou uma correria desesperada para fugir da sala, onde crianças foram pisoteadas e o "Salve-se quem puder!" gritou mais alto.

Essa foi uma versão oficiosa, agora vamos nos chocar mais abaixo com a versão da polícia.

Escadas estreitas com vários pertences deixados para trás.
Uma cenário de correria e pânico tomava conta da enorme sala de cinema, que comportava 1.600 pessoas, mas apesar de ser gigantesca, por causa da falta de planejamento suas saídas não eram pensadas para situações desse tipo, as saídas rumo ao hall se davam por duas estreitas escadarias. Crianças desesperadas corriam para estas estreitas escadas, juntamente com adultos maiores e mais fortes. Nesta hora não existiu cavalheirismo e nem gentileza. O que ocorreu em poucos minutos foi um total massacre.

Demorou muito para que fosse percebido que o alarme era falsado, até então foram constantes momentos de pânico. Crianças se atiravam pelas escadarias tentando fugir do suposto fogo, mas eram ultrapassadas por adultos que são mais fortes e tomavam a dianteira. Sapatos, chapéus, carteiros, casacos, todo e qualquer pertence era deixado para trás.

Quando finalmente o socorro chegou ao local, a cena encontrada na porta do cinema era de um horror inimaginável, causado por um falso alarme. Inúmeras pessoas feriadas pelo chão, muito sangue e um amontoados de cadáveres de crianças que não conseguiram correr e foram pisoteadas pela multidão desesperada.

Corpos de crianças que faleceram no Oberdan.
Corpos de crianças que faleceram no Oberdan.
O chefe de polícia da época, Brasiliense Carneiro, foi imediatamento ao local e tratou de providenciar a remoção do feridos para a Santa Casa de São Paulo, na região central. Algumas crianças foram levadas com vida, porém acabaram falecendo no hospital. O impacto foi tão grande que despertou reações por toda a cidade.

Após a tragédia o cinema foi interditado e a polícia iniciou uma grande perícia no local aproveitando para interrogar alguns sobreviventes. Foi aqui que apurou-se um outro fato, um tanto curioso, que talvez tenha levado ao pânico e aos gritos de "Fogo!". O motivo seria a causa de uma diarreia.

O que realmente aconteceu - Versão verdadeira

Vocês podem pesquisar sobre o assunto e sempre irão ler que a causa do acontecimento do Cine Oberdan foi por causa da cena em que os aviões se chocam no ar, o que desencadeou o grito de "Fogo!", porém esta versão são aquelas clássicas equivocadas contadas por aqueles que juntaram apenas aos poucos fatos que viram. A polícia no entatno conseguiu apurar os fatos com rigor e descobriu como tudo começou devido a uma diarreia.

Banheiro do cinema, onde tudo começou.
Foi relatado que um garoto estava passando muito mal e precisava ir urgente ao banheiro, mas o lanterninha não aparecia. Ele teria começado a ficar tenso, pois no final da exibição os banheiros normalmente ficam lotados com grandes filas. Cansado de esperar, ele decidiu aproveitar os minutos finais e se dirigiu até o sanitário, mas não chegou a tempo fazendo parte de suas necessidades pelo caminho. Ao chegar no banheiro se deparou com uma surpresa: As luzes estavam desligadas. Foi então que surgiu a ideia de pegar um fósforo e colocar fogo em um punhado de jornais para finalmente enxergar o que estava fazendo, deixando a porta entreaberta para ter um pouco mais de luz da tela. Foi nesse momento, que se coincidiu com a cena do filme que alguém viu as chamas pela porta do banheiro e gritou "Fogo!". No banheiro, a perícia encontrou jornais queimados e a bermuda do menino que serviu para a conclusão do trágico caso.

Famílias destruídas... Histórias de amor...

A tragédia de um falso alarme de incêndio destruiu inúmeras famílias. Muitos pais perderam um filho, e houve até quem perdesse dois. As mortes que mais choram foram dos irmãos Pricolli (De 12 e 8 anos) e do menino Enrico Mandorino, ao qual sua mãe sentiu-se culpada vivendo enlutada até morrer no início dos anos de 1980.

Em entrevista décdas atrás, sua mãe contou que o jovem queria naquela tarde ir ao jóquei, que na época ficava no bairro da Moóca. Ela achou perigoso e deu a ordem que fosse se divertir no cinema, no entanto ele jamais retornaria.

Ao todo morreram 31 pessoas no Cine Oberdan, um número absurdo de mortes causadas por um alarme falso. 30 destas pessoas eram crianças. A única adulta a falecer no incidente foi uma mulher chamada Maria Pereira. A história dela foi um caso de proteção materno, ao qual fez de tudo para salvar sua filha da morte. Ela estava no cinema junto de sua pequena filha de colo, chamada Joanna. Quando começou a correria ela também tentou fugir, mas foi derrubada próxima das escadarias do cinema e para que sua filha ainda bebê não morrersse esmagada, ela ficou curvada no chão protegendo sua filha sob seu corpo. Maria Pereira, mãe de sete filhos, morreu esmagada, mas conseguiu salva sua pequena filha, dando sua vida.

Joanna foi salva, graças à sua mãe que deu sua vida pra protege-la.
O funeral... O desespero... O adeus...

Como a sessão se dava em uma matinê, muitas das crianças que faleceram no local eram das redondezas e tinham além de tudo fácil acesso, porém nesse dia 30 delas não retornariam.

Todos os corpos foram levados para o necrotério do Cemitério do Araçá, onde passaram por perícia. À medida que os corpos eram liberados constatou-se que muitos dos pais não estavam preparados para enterrar seus filhos, porém que pais estão? Foi ai que o poder público decidiu um enterro coletivo e todas as vítimas foram sepultadas em uma cerimônia única em uma área do Cemitério Quarta Parada.

Neste dia, granda comoção, a Associação Comercial de São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Empregados das Insdútrias entraram em acordo e praticamente a cidade parou apra que todos acompanhassem o funeral. Sendo o relato de jornais da época foi uma multidão gigantesca que acompanhou.

Mãe no necrotério.
Corpo aguardando reconhecimento.

Pai beijando seu filho falecido.
Irmã chora ao lado do corpo de seu irmão.
Apesar de tudo, o Cine Oberdan continuou ativo por muitos anos, encerrando suas atividades no final dos anos de 1960. O prédio ficou fechado até os meados de 1970 quando foi transformado em uma loja da Zêlo. E esta preservado até hoje.

Cine Oberdan em 2010, como loja Zêlo. Preservado até hoje.
A tragédia provocou mudanças nas leis municipais relacionadas aos cinemas. Até o incidente, as travas das portas das saladas de cinema eram fechadas pelo lado de fora, sendo que não era raro encontra-las trancadas durante o filme para impedir que algum malandro entrasse sem pagar. A lei exigiu que não se trancasse mais as portas e que as travas eventuais fossem pelo lado de dentro. também aumento o rigor à segurança pública e iluminação de corredores, mas para Oberdan e seus 31 mortos infelizmente isso chegou tarde demais, custando um preço muito alto.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Portadora do Início e O Portador da Eternidade

A Portadora do Início



Em qualquer cidade, em qualquer país, vá para qualquer instituição mental ou casa de repouso onde você possa entrar. Quando chegar à recepção, peça permissão para vistar uma mulher que se chama de “A Portadora do Início”. Um pequeno sorriso atravessará o rosto do recepcionista, como se dissesse ‘Seu tolo’.

Você então será levado para um longo corredor -- tão longo que você pensará que irá levá-lo para o lado de fora do prédio. Entretanto, por causa das claras violações das leis de espaço e física, este corredor irá guiá-lo para o coração da instituição. O corredor estará sempre silencioso, mesmo que você tente fazer qualquer barulho. Gritos morrerão antes de saírem de sua boca, e passos serão abafados. Ao invés de falar, seu guia apontará para uma porta.

Atrás desta estará uma sala confortável, preenchida com um perfume prazeroso porém indefinido. No centro desta sala, haverá uma linda mulher, com seus braços em posição de como se carregasse alguma coisa, embora estejam vazios. A sala será tão silenciosa quanto o corredor que te levou até ali, até, então, que você faça uma única pergunta: “Por que eles foram separados?”.
A mulher, então, irá lhe explicar, em detalhes excruciantes, todo evento horrível na história. Toda luta. Toda guerra. Todo estupro. Todo assassinato. Nenhum pedaço da história do universo escapará de suas orelhas. Quando ela terminar, tudo ficará silencioso, e você estará livre para ir embora. Depende de você o que fazer com toda essa informação.


A mulher é o Objeto 2 de 538. Depende de você se eles devem se unir ou não.

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O Portador da Eternidade



Em qualquer cidade, em qualquer país, vá para qualquer instituição mental ou casa de repouso onde você possa entrar. Quando chegar à recepção, peça para vistar uma pessoa que se considera “O Portador da Eternidade”. Um suspiro escapará do funcionário enquanto este olha para você com uma profunda piedade. Então, você será levado para um lance de escadas que parece que levará ao porão do lugar; mas não vai.

Ao que você vai descendo cada vez mais fundo no centro da instituição, você começará a ouvir o eco de gritos. À primeira instância, eles serão inaudíveis, como se originassem de algum lugar à distância. Mas, enquanto você se aproxima do final da escadaria, perceberá que os sons começam a ficar mais altos e tenebrosos, tão altos que logo abafarão qualquer outro som do local. Tal som será logo tão insuportável que você desejará arrancar suas orelhas para se livrar dele; resista a este impulso.

O funcionário, que de alguma forma suporta esta cacofonia, lhe mostrará uma porta. Sutilmente, ele destrancará a porta e vai embora, deixando você sozinho no escuro e barulhento corredor.

Esta será sua última chance de fugir. Se decidir continuar, abra a porta. O som ensurdecedor vai parar na mesma hora, deixando seus ouvidos tinindo. A sala em que você entrará estará coberta na mais profunda escuridão, consumindo tudo exceto a parede oposta, no fim da sala. Lá, preso à esta parade, estará uma figura macilenta coberta de marcas de chicotadas recentes. Ele vai encarar você diretamente com um sorriso maníaco no rosto, não parecendo se importar com os cortes e com um bisturi enfiado em seu peito. A única forma de se livrar de sua aparência obscura é perguntar “Quem  os criou?”

Ele começará a rir de uma forma que lembrará os espasmos de agonia de um animal moribundo, antes de responder. A história dele será a pior que você já terá ouvido em sua vida, abaixo dos conceitos primitivos de dor e morte. Procurará no fundo de toda a essência do mal; aqueles de mente fraca ficarão loucos só de ouví-la.

Quando ele terminar, você poderá livrar o homem de seu terrível fardo. Remova o bisturi de seu peito e ele tremerá de agonia uma última vez antes de ficar em silêncio... Para sempre.

Aquele bisturi é o Objeto 3 de 538. Depende de você se o resto deve ser protegido ou destruído
Fonte:Medo B

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Caso Mary Bell




O nome Mary Flora Bell é uma espécie de sinônimo para crueldade infantil. É o caso mais famoso no mundo de criança com Transtorno de Personalidade Anti-Social. Tão famoso que uma Lei com o seu nome foi estabelecida na Inglaterra em 2003. 



Mary Bell tinha apenas 10 anos - na verdade, um dia antes de completar 11 anos de idade - quando ela matou a primeira vez. Voltou a assassinar com 11 anos. Suas vítimas foram dois menininhos, Martin Brown de 4 anos e Brian Howe de 3 anos. Houveram outras acusações de tentativas de estrangulamento dela contra quatro meninas. A natureza cruel de seus atos e a pouca idade da garota tornaram o seu caso muito expoente, havendo as mais variadas teorias sobre sua postura social e psicológica. Seria ela um monstro ou vítima das circunstâncias? 

Mary Flora Bell nasceu em 26 de maio de 1967, em Newcastle Upon Tyne, Scotswood, Inglaterra. Nascida em um lar completamente desestruturado, era filha ilegítima de Beth Bell, uma prostituta de 17 anos de idade e mentalmente perturbada, além de ser ausente. Bell nunca chegou a conhecer seu pai. Mary e seus irmãos tratavam o padrasto, Billy Bell, como tio, pois assim a mãe dela receberia auxílio do governo. 

Durante a infância, Mary era constantemente humilhada pela mãe devido ao fato de urinar na cama. Betty esfregava o rosto da filha na urina e pendurava o cochão molhado ao lado de fora para todos verem. Beth também levou a filha para uma agência de adoção, mas não conseguiu que a filha fosse adotada. Beth aplicava castigos severos; nas inúmeras tentativas de se livrar de Mary, entupiu a menina de remédios fazendo com que Mary fosse parar no hospital para fazer uma lavagem de estômago. O mais perturbador para Mary era quando Beth permitia - forneceu o consentimento - que ela fosse abusada sexualmente, sendo forçada a participar dos jogos sexuais da sua mãe com os clientes diversas vezes. Isso tudo antes dela completar 5 anos de idade. 

Com isso Mary desenvolveu seu passatempo favorito: maltratar animais. Além disso, ela adorava espancar suas bonequinhas e não chorava quando machucava. Aos 4 anos tentou matar um coleguinha enforcado e aos 5 presenciou sem nenhum tipo de emoção o atropelamento de um outro amiguinho. Depois que aprendeu a ler ficou incontrolável. Pichava paredes, incendiou a casa onde morava e torturava animais com maior frequência.

                                              Norma Bell


Em 11 de maio de 1068, Mary Bell era amiga de Norma Joyce Bell de 13 anos (apesar do mesmo sobrenome, não havia parentesco entre elas); as duas brincavam com um primo de Mary, de 3 anos, em um abrigo em desuso. A criança aparentemente caiu e machucou a cabeça. No dia seguinte, três meninas de 6 anos brincavam quando foram surpreendidas por Mary e Norma. Mary aproximou-se de uma delas e apertou seu pescoço com força, Norma fugiu deixando Mary sozinha e a polícia foi chamada.Em 15 de maio os policiais conversaram com Mary e Norma.


 Martin George Brown – A primeira vítima Fatal


Em 25 de maio, dois meninos procuravam pedaços de madeira em uma casa em ruínas, quando se depararam com um cadáver de menino louro; o menino era Martin George Brown, 4 anos. Ele estava deitado próximo a uma janela, com sangue e saliva escorrendo pelo rosto, eles alertaram os operários de uma construção perto dali; um dos operários tentou reanimar a criança, mas o menino já estava morto. Um dos rapazes percebeu quando Mary e Norma se dirigiam para o interior da casa, na verdade, a intenção de Mary era mostrar à amiga seu “trabalho”. Quando elas passaram por entre as tábuas que cercavam a porta, eles as fizeram ir embora. 

As duas então decidiram comunicar a tia de Martin, elas disseram que uma criança havia sofrido um acidente fatal, e que acreditavam que Martin havia morrido.

Outra foto de Martin Brown

A polícia chegou ao local, e viram que Martin havia sofrido várias lesões na cabeça e não havia sinais de violência. A polícia acreditou que a causa da morte fora acidente e o caso permaneceu em aberto. A população exigiu das autoridades que se tomassem medidas para o perigo representado pelos prédios abandonados. 

Prédio onde o corpo de Martin foi encontrado.

No dia 26 de maio, aniversário de Mary, ela tentou estrangular uma outra amiguinha mas o pai da menina chegou a tempo de tirar Mary Bell a bofetadas de cima da filha. 

“Foda-se, nós matamos, cuidado Fanny e Faggot”- disse ela. 

Em 30 de Maio, ela bateu na porta da casa dos pais de Martin George e pediu para falar com ele. 

“Martin está morto querida!” disse a mãe do menino. 

“Eu sei que ele está morto. Só queria vê-lo no caixão!”respondeu Mary Bell. 

O comportamento de Mary perante a morte de Martin era estranho, mas ninguém ligou isso á morte misteriosa do menino. 

No dia 27, segunda-feira de manhã, os professores de uma creche no final de Whitehouse Road a encontraram vandalizada. O material letivo e os produtos de limpeza estavam jogados pelo chão, e haviam bilhetes com mensagens grosseiras e confissões de assassinatos:



Um dos recados encontrados no chão da creche.



“ I murder so THAT I may come back” 





“fuch of we murder watch out Fanny and Faggot” 

“ we did murder Martain brown Fuck of you Bastard” 


“ You are micey Becurse we murdered Martain Go Brown you Bete Look out THERE are Murders about By FANNYAND and auld Faggot you Srcews” 

“ Eu mato PARA que possa voltar” 

“ Foda-se, nós matamos, cuidado Fanny e Faggot” 

“ Nós matamos Martain Brown , foda-se seu bastardo” 

“ Vocês estão ferrados, nós matamos Martain Brown, você, Bete, procure por aí, HÁ Assassinos por FANNYE Faggot, seus idiotas” (sic) 

A polícia coletou as notas ameaçadoras. Mais tarde, Mary e Norma assumiriam que elas vandalizaram a creche. Depois do episódio, a escola instalou um sistema de alarme. 


                     Brian Howe - Segunda vítima

Brian Howe, 3 anos.
Dois meses depois, no dia 31 de julho Pat Howe procurava seu irmão, Brian de 3 anos quando Mary perguntou “Você está procurando o Brian?” e ofereceu-se para ajudar nas buscas. Mary, Pat e Norma seguiram para um terreno baldio cheio de blocos de concreto, pois Bell disse que o menino poderia estar brincando ali. O corpo de Brian foi encontrado às 23:10, Mary Bell conduziu Pat até ali para ver qual seria a sua reação. 

Mary Bell estrangulou até a morte Brian Howe, de 3 anos. Além de estrangulá-lo, a pequena Mary Bell ainda fez cortes em suas pernas e furou seu abdômen marcando um M. O corpo do menino estava coberto de grama, e uma tesoura foi encontrada ao lado do corpo.


                                         Começam as Investigações

No verão de 1968 a polícia começou a interrogar os moradores de Scots Wood, principalmente as crianças. No total, mais de 1200 crianças foram ouvidas. O primeiro ponto da polícia foi o depoimento de Norma Bell, ela disse ter estado presente quando Brian foi morto, e disse que um menino matou o garoto. Maria também disse que no dia do crime viu um menino agredindo Brian aparentemente sem motivo, ela também alegou que viu o menino com uma tesoura quebrada. Estava claro que as duas meninas haviam visto Brian sendo assassinado. Antes do enterro de Brian, os policiais interrogaram Norma novamente; dessa vez ela entregou Mary, dizendo que ela havia matado Brian e que levou ela e Pat para o local do crime. 

Mary e Norma foram presas no mesmo 7 de agosto, durante a noite.
Jornal da época sobre os crimes.
Mary era uma menina inteligente, divertia-se esquivando das perguntas dos policiais. Durante o seu julgamento Mary chegou a declarar: "Eu gosto de ferir os seres vivos, animais e pessoas que são mais fracos do que eu, que não podem se defender" -, influenciando para que a mesma fosse condenada a prisão por tempo indeterminado, mediante avaliações psiquiátricas. 

“Ela não demonstrou remorso, ansiedade ou lágrimas. Ela não sentiu emoção nenhuma em saber que seria presa. Nem ao menos deu um motivo para ter matado. É um caso clássico de sociopatia,” disse o psiquiatra Robert Orton em seu laudo psiquiátrico. Sociopatia e psicopatia são termos equivalentes na psiquiatria. Alguns especialistas defendem que ambos são transtornos diferentes, já outros dizem tratar da mesma coisa. 

Mary e Norma foram a julgamento pelas mortes de Brian Howe e Martin George Brown no dia 5 de agosto de 1968, o julgamento durou dias. O promotor de acusação Rudolf Lyons comentou sobre o comportamento mórbido de Bell de caçoar da dor dos familiares da vítima; citou também o conhecimento de Bell sobre o estrangulamento de Brian, pois não foi publicamente comentado a causa da morte do garoto.

Juiz Cusack e Promotor Rudolf Lyons.
Peritos encontraram fibras de lã cinza nos corpos de Brian e Martin que eram compatíveis com uma blusa de lã pertencente a Mary, e fibras marrons de uma saia de Norma foram encontradas em um dos sapatos de Brian. Peritos em caligrafia também analisaram os bilhetes deixados na creche vandalizada, e eles confirmaram que Norma e Bell escreveram os recados. A promotoria culpou Mary de influenciar norma nos atos ilícitos. 

O veredicto saiu em 17 de Dezembro de 1968: Norma foi inocentada de todas as acusações; Mary Bell, culpada foi condenada por assassinato em função de redução de responsabilidade. Mary Flora Bell foi enviada para a Red Bank Special Unit, uma clínica altamente segura e de certa forma confortável. Ela ficou sob os cuidados de James Dixon, que de certa forma lhe serviu como um pai. Ela também recebeu visitas da mãe, Betty; que ao perceber a aparência masculinizada de Bell disse: “Jesus Cristo, o que ainda vai ser? Primeiro assassina, agora lésbica?”

Mary Bell aos 16 anos de idade.
Em 1973, Mary foi transferida para a prisão de Moor Court Open; essa mudança provocou efeitos negativos em seu comportamento. Em 1977, Mary Bell fugiu, perdeu a “virgindade” e foi recapturada alguns dias depois. Ela afirmou que tentou engravidar, e seu companheiro vendeu sua história para os tablóides.


Bell, recapturada três dias após a sua fuga.

                                           Liberdade


Jornal noticia a liberdade de Bell.
Mary Bell, depois de solta, aos 23 anos de idade.

   O tempo passou e após muitos tratamentos e avaliações ela foi liberada em 14 de maio de  1980, com 23 anos. Teve alguns empregos que não foram bem sucedidos, em parte pela preocupação de que voltasse a transgredir, como quando arranjou emprego em uma creche. Mary então arrumou outro emprego como garçonete. 




O tempo passou e após muitos tratamentos e avaliações ela foi liberada em 14 de maio de 1980, com 23 anos. Teve alguns empregos que não foram bem sucedidos, em parte pela preocupação de que voltasse a transgredir, como quando arranjou emprego em uma creche. Mary então arrumou outro emprego como garçonete. Mais tarde casou e engravidou e devido ao seu passado teve que lutar pelo direito de criar sua filha, a qual nasceu em 1984. De certa forma os anos de tratamento surtiram efeito, Mary tornou-se uma mãe amorosa.


Mary Bell já adulta.

Ela tem sua nova identidade e endereço mantidos sob sigilo pela “Ordem Mary Bell”, uma Lei criada em 21 de maio de 2003 na Inglaterra que protege a identidade de qualquer criança envolvida em procedimentos legais. Apesar disso continuou tendo problemas com a vizinhança que sempre descobria sua verdadeira identidade. Mary não se livrou de seu passado macabro. Em 2007, depois da morte da sua mãe Mary Bell aceitou ser entrevistada, pela jornalista Gitta Sereny, resultando no livro “Gritos no Vazio” que contém sua biografia escrita pela mesma jornalista. Mas o governo inglês evita a comercialização da obra, tentando mantê-la apenas nas mãos de pessoas que estudam temas ligados à psicopatia. 





Acredita-se que o livro rendeu um bom dinheiro à Bell, e tanto esse dinheiro quanto o anonimato causaram controvérsias, principalmente entre os familiares de Martin e Brian.

Mãe de Martin Brown e a foto do seu filho.
As últimas notícias que se tem dela é que hoje ainda está casada, é avó e vive sob o medo da exposição.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

O Portador do Fim




Em qualquer cidade de qualquer país, vá para um sanatório ou casa de repouso em que você possa entrar. Quando chegar à recepção, peça para visitar uma pessoa que se auto denomina "O Portador do Fim".

Uma sombra de medo infantil passará pelo rosto do funcionário, e então você será levado a uma cela no prédio. Ela estará em uma parte bem escondida do lugar. Tudo que você ouvirá é o som de alguém falando consigo mesmo ecoar pelos corredores, enquanto anda. E será em uma língua que você não entende, mas que o deixará sentindo um medo inexplicável.
A conversa pode parar a qualquer momento. Quando isso acontecer, PARE e IMEDIATAMENTE diga em voz alta "Só estou de passagem, desejo conversar.".

Se não houver resposta, fuja. Saia, e não pare para nada. Não vá para sua casa, não fique em um hotel, apenas continue andando, e durma aonde quer que seu corpo caia. Você saberá pela manhã se escapou. 
Se a voz no corredor continuar depois que você pronunciar aquelas palavras, continue. Ao chegar na cela, tudo que você verá é uma sala sem janelas, com uma pessoa em um dos cantos, falando uma língua desconhecida, e carregando alguma coisa. Essa pessoa só responderá à uma pergunta: "O que acontece quando todos se juntam?" 

A pessoa então olhará nos seus olhos e responderá à sua pergunta em detalhes horrendos. Muitos ficaram loucos nesta cela, outros desapareceram após este encontro, e poucos encerraram suas vidas.

Mas a maioria faz a pior coisa, que é olhar para o objeto que a pessoa carrega. Você vai querer fazer isso também. Mas que fique avisado, se você o fizer, sua morte será cheia de crueldade e horrores inexoráveis.

 Sua morte estará naquela sala, nas mãos daquela pessoa.

 Esse objeto é o 1º de 538. Eles nunca devem se juntar. Nunca.
Fonte:Medo B

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

FIM DO MUNDO em 2013 previsto por Rasputin


E não falta muito! Segundo Rasputin, o Mundo acaba dia 23 de Agosto de 2013.



Rasputin afirma que "uma terrível tormenta caíra sobre a Terra. O fogo vai devorar a vida na Terra, e depois irá reinar o silêncio das tumbas."


Ele também afirmou que "Jesus vai voltar antes do cataclisma para avisar a humanidade do iminente desastre."
Interessante o fato, entre tantos que já previram o fim do mundo, ele é um dos poucos a falar da volta de Jesus antes do dia final...



Rasputin foi um místico importante e influente da Rússia. Ficou conhecido quando salvou a vida de Alexei Romanov, filho do Czar. Ele passou a fazer parte da corte Russa, da família imperial Russa e chegou ao topo da poderosa Igreja Nacional Russa.

Uma curiosidade foi a morte dele. Rasputin foi assassinado, mas isso não foi fácil.
Ele foi envenenado 2 vezes e sobreviveu as duas, ganhando uma certa fama de satânico com isso. Ele foi fuzilado com 11 tiros e sobreviveu, foi castrado e sobreviveu. Só foi morrer quando foi atirado no Rio Neva, e não morreu dos ferimentos nem da queda, mas por hipotermia pelo frio da Rússia...

Esse é o homem que previu o FIM DO MUNDO para dia 23 de Agosto de 2013. Acredita?


Vale lembrar que esse ano já tivemos ameaças de uma guerra nuclear da Coreia do Norte, e no momento os EUA estão muito assustados com ameaças terroristas maiores que as de 11 de Setembro...
Fonte:Medo B

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O ônibus

Eu nunca me senti completa. Nunca estive satisfeita. Mas também nunca me interessei em fazer algo para mudar. Quando Robert, meu esposo não estava comigo, o que cuidava da minha ansiedade era passear com Billy. E ainda evitava que ele fizesse suas necessidades pela casa obviamente.
Eu fazia esse passeio pelas redondezas toda madrugada. Pelo menos até aquele dia. Eram 1 e 45 da manha, um babaca freou bem em cima de nós, por pouco não nos acertou. Apesar do susto o que mexeu comigo não foi isso, e sim aquele ônibus verde que apareceu. Lotado de passageiros, o motorista com cabelo milimetricamente penteado, com um sorriso que parecia sugar toda minha coragem. Ele estacionou, abriu a porta da frente e desceu.

Está na hora de vir conosco Clarisse.

Ele disse com um tom acolhedor e ao mesmo tempo frio. Eu não entendia como ele sabia meu nome, nem porque passara por ali, já que havia nenhuma linha de ônibus nessa rua. Entre o medo, a desconfiança e a curiosidade, tudo que pude responder foi
Não, obrigado.

Virei-me e voltei para casa. Meu marido já havia chegado.
- Onde você estava amor?
Fui passear com o cachorro.
A essa hora de novo amor? Amor? Ei!
Desculpe.
O que foi?
Robert, qual linha de ônibus passa na rua aqui em frente a nossa casa?
Nenhuma amor. Faz quatro anos que moramos aqui e nunca passou sequer um ônibus, e caso alguma linha fosse criada aqui, acho que saberíamos. Por quê?
Um ônibus parou pra mim hoje. E o motorista sabia o meu nome.
O que? Como assim?
Eu também não sei.
Olha amor, você anda muito estressada com os preparativos do nosso casamento, ainda decidiu parar com seu remédio para ansiedade.
Você está dizendo que eu sou louca? Eu não vi coisa. Era um ônibus, um ônibus de verdade.
Não estou dizendo que não era amor. Apenas durma um pouco, descanse. Amanha vai perceber que pode ter sido algo da sua cabeça.

Fui-me deitar furiosa, mas sem admitir que o que ele disse fazia mais sentido. E realmente, acordei no dia seguinte mais leve e feliz por saber que finalmente seria o dia de escolher o vestido.
O olhar das moças do ateliê eram os juízes da minha escolha. Se eu escolhesse um que fizesse os olhos de todas elas brilharem, esse era o certo.

O que é isso no seu nariz Clarisse?
Uma senhora me questionou com espanto.
O que?

Minha calma e leveza foram embora quando levei as mãos ao rosto e percebi que o sangue escorria pelo meu nariz. Senti-me sufocada. Precisava de ar e por isso corri para fora da loja. Lá fora estava ele me esperando. Aquele mesmo ônibus. Os mesmos passageiros. E o mesmo motorista parado na porta com seu sorriso.
Eu não posso esperar mais Clarisse. É hora de vir conosco.
Não! Você não vai me levar!

Naquele momento tudo fez sentido. Talvez aquele carro... Aquele carro não "quase" me acertou. Aquele carro me atropelou. É isso. Estou morta, não me resta nada a não ser me entregar. Mas agora não, agora eu tenho tudo. Vou me casar. Não posso abandonar tudo isso. E não vou! Voltei para dentro da loja.
- Moça, chame a policia, por favor!
O que houve minha jovem?
Aquele homem está me perseguindo!
Quem?
Aquele dentro do onib...

Era até óbvio. O ônibus não estava mais lá.

Menina, sente-se. O que aconteceu? Seu nariz está sangrando.

Aquela gentil senhora limpava meu rosto e eu sequer podia sentir suas mãos. A imagem do ônibus, aquele sorriso macabro, nada daquilo deixava minha mente a sós por sequer um segundo. Acho melhor ir pra casa. Um banho deve esfriar minha cabeça.
A água fria pelo meu corpo me dava uma falsa sensação de alívio. Saí do banho e fui me secar. Meu cachorro me olhava quase implorando para passear.
Desculpe Billy, você sabe quem está lá fora esperando por mim.

Será que esse seria o meu destino? Presa dentro de casa, com medo de um ônibus que sequer existe. Presa na dúvida. A vida é minha e ninguém pode me tomar. Pela primeira vez eu não senti medo. Eu estava pronta pra enfrentar tudo aquilo. Eu não podia fugir mais. O medo deu lugar à confiança. Aprontei Billy, pus um casaco e saí. Já era tarde mesmo, quase duas da manha. Depois de uma pequena caminhada, lá estava ele me esperando. Vi o ônibus fazer uma curva e vir até a mim. Ele estacionou e como sempre, o motorista desceu.
Clarisse, não seja egoísta, você não é a única aqui. Você tem que vir conosco.
Não, eu não vou!
Você tem certeza?
Tenho!

Eu gritava tão determinada que não percebi que Billy escapava das minhas mãos e entrava no ônibus.
Não Billy, vem cá! Devolva meu cachorro!
Não posso Clarisse, foi ele quem escolheu.
Eu não sabia se devia continuar e deixa-lo, eu o amava demais. Mas manti minha posição.
Eu não vou! Essa é a minha vida eu escolho!
Não Clarisse... Essa não é a sua vida. É a vida que você poderia ter tido...
O homem voltou para seu banco, fechou a porta e foi embora. Acho que agora sim, está tudo resolvido. Nunca mais verei aquele maldito ônibus. Sinto-me mais leve, porém de um jeito estranho. Toda aquela preocupação e ansiedade se foram, agora eu só vejo uma luz. Uma luz intensa. Finalmente eu acho que terei paz.

-

Minha nossa, que horrível!
Eu a conheço, ela se chama Clarisse, é minha vizinha.
Esperem! O cachorro está vivo, isso só pode ser um milagre


Fonte:Predomínio do Terror